Entre o antes e o depois
Antes de Cristo, promessa. Em Cristo, reconciliação. Depois de Cristo, habitação.
Antes de Jesus Cristo, havia promessa.
Depois de Cristo, há cumprimento.
Mas entre o antes e o depois existe Cristo.
E talvez muitos ainda não estejam percebendo isso.
Cristo não veio apenas mudar a história. Veio restaurar no homem aquilo que estava perdido.
Porque ele mesmo disse que veio buscar e salvar o que se havia perdido.
E o que estava perdido não era apenas o homem.
Era a comunhão com o Pai.
O propósito de Cristo não foi apenas nos perdoar, mas restaurar em nós essa comunhão perdida.
Na parábola do filho pródigo, o Pai revela algo profundo:
Este meu filho estava perdido e foi achado; estava morto e reviveu.
O filho não deixou de existir.
Mas estava separado da vida da casa.
Essa é a condição humana sem Deus.
A salvação não é apenas ir para o céu.
É a vida do Filho sendo restaurada em nós.
Por isso, o novo nascimento é tão central.
Cristo é o Filho do Deus vivo.
E aos que o recebem, Deus lhes dá o direito de se tornarem filhos de Deus.
E aqui está o mistério revelado, anunciado pelo apóstolo Paulo:
Cristo em nós.
Não apenas Cristo revelado em Jesus.
Mas Cristo sendo formado em nós.
Porque “o Senhor é o Espírito”.
E onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade.
Mas a luta continua.
Assim como Jesus Cristo foi conduzido ao deserto e enfrentou a tentação, nós também experimentamos essa tensão entre o Espírito e a carne.
Essa formação não acontece sem confronto.
Por isso Paulo diz que sofre dores de parto, até que Cristo seja formado em nós.
E então ele revela o centro de tudo:
Cristo em nós, a esperança da glória.
A glória é Deus se manifestando neste mundo por meio de seres humanos comuns, nascidos de novo e guiados pelo Espírito Santo.
E por esse mesmo Espírito temos acesso aos tesouros da sabedoria e do conhecimento.
Porque o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.
O templo que Deus sempre quis habitar não é feito por mãos humanas.
É o coração daquele que nasceu de novo.
A pergunta, então, deixa de ser apenas:
Cristo veio?
E passa a ser:
Cristo já vive em mim?
Porque Cristo é a expressão da graça de Deus e do seu amor, revelado em nós pela comunhão do Espírito Santo.
E onde Cristo vive, algo do seu caráter começa a aparecer em nós.
Menos controle. Mais rendição.
Menos medo. Mais confiança.
Menos carne. Mais Espírito.
Menos reação. Mais transformação.
E onde Cristo vive, o amor se manifesta.
O amor tudo sofre,
tudo crê,
tudo espera,
tudo suporta.O amor jamais falha.
Porque o amor permanece para sempre.
E quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus nele.
Antes de Cristo, promessa.
Em Cristo, reconciliação.
Depois de Cristo, habitação.
Referências bíblicas: Lucas 19:10; Lucas 15:24; João 1:12; 2 Coríntios 3:17; Gálatas 4:19; Colossenses 2:2-3; Colossenses 1:27; 1 Coríntios 2:10; 1 Coríntios 13:7-8; 1 João 4:16.
Se morte é separação da vida de Deus, então salvação é a restauração dessa vida em nós.
Leia também: “Morte eterna: o que realmente significa?”

A morte eterna
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4 Comments
Bom dia Atirton ,ele está se Formando em nós todos os dias
Bom dia Airton ,Cristo veio restaurar no homem a comunhão perdida com o Pai
ele está se Formando em nós todos os dias.
Excelente! Que o Espírito Santo nos transforme, de glória em glória!
Não sei se Cristo foi se formando em mim, mas as sucessivas experiências com Cristo me levam a acreditar no processo de formação Dele em mim, hoje definitivamente creio que Ele vive em como o Senhor da minha alma. Por isso creio Deus em Jesus Cristo e na ação do espírito santo