Eu sou.
Em português, duas palavras.
Em francês, je suis.
Uma expressão tão simples que a usamos todos os dias sem pensar muito nela.
Eu sou isto.
Eu sou aquilo.
Eu sou alguém.
Mas houve um momento nas Escrituras em que um homem perguntou a Deus pelo seu nome.
Moisés estava diante da sarça que queimava e não se consumia. Deus o enviava de volta ao Egito, e Moisés perguntou o que deveria responder se os filhos de Israel lhe perguntassem:
Qual é o nome dele?
A resposta foi extraordinária:
EU SOU O QUE SOU.
A expressão original permite perceber também uma ideia de continuidade:
Eu sou.
Eu serei.
Eu serei o que serei.
E Deus disse a Moisés:
“Assim você dirá aos israelitas: EU SOU me enviou a vocês.”
Era o Nome.
Mas talvez nossa história precise começar ainda antes de Moisés.
A Bíblia começa com uma frase conhecida:
“No princípio Deus criou os céus e a terra.”
E então encontramos uma cena impressionante:
“Havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.”
Antes da luz, o Espírito de Deus já estava ali.
Então Deus disse:
“Haja luz.”
Que luz era aquela?
Gênesis não responde dizendo que aquela luz era Cristo. Não precisamos obrigar o texto a dizer aquilo que ele não diz.
Mas muitos séculos depois, João começa seu Evangelho de maneira surpreendentemente semelhante:
“No princípio…”
E continua:
“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens.”
Agora algumas palavras começam a se aproximar:
Espírito.
Palavra.
Vida.
Luz.
Antes de aparecer Jesus, João fala da Palavra.
No princípio era a Palavra.
Nela estava a vida.
E a vida era a luz dos homens.
Segundo a cronologia bíblica tradicional que marcou durante séculos a leitura de muitos cristãos, transcorreriam aproximadamente quatro mil anos entre a criação e o nascimento de Jesus.
Não precisamos transformar essa contagem tradicional em uma datação histórica exata para perceber algo muito importante no próprio texto bíblico:
Jesus ainda não havia nascido.
Quando Deus disse “Haja luz”, Jesus de Nazaré ainda não havia nascido.
Quando o Espírito de Deus pairava sobre as águas, Jesus ainda não havia nascido.
Quando Deus chamou Abraão, Jesus ainda não havia nascido.
Quando Moisés perguntou pelo Nome, Jesus ainda não havia nascido.
Quando os profetas anunciaram o Messias, Jesus ainda não havia nascido.
Mas João, ao olhar para trás, não diz:
No princípio era Jesus.
Ele diz:
“No princípio era aquele que é a Palavra.”
Essa distinção merece ser ouvida.
Porque João também nos diz que todas as coisas foram feitas por intermédio dela, que nela estava a vida e que essa vida era a luz dos homens.
E então aconteceu aquilo que João descreve com poucas palavras:
“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós.”
Aquilo que estava no princípio entra na história humana.
Aquilo que não víamos torna-se visível.
Aquilo que estava escondido começa a ser manifestado.
João escreveria depois:
“A vida se manifestou; nós a vimos.”
Não diz que a Vida começou naquele momento.
Diz:
a Vida se manifestou.
E nasce uma criança.
Antes de seu nascimento, porém, acontece algo muito importante.
“Você deverá dar-lhe o nome de Jesus.”
Finalmente, o Nome é dado.
Jesus.
Talvez tenhamos nos acostumado tanto com esse nome que deixamos de sentir o peso daquele momento.
Um menino nasceu.
Um filho foi dado.
E seu nome foi determinado antes de seu nascimento:
Jesus.
Também estava escrito:
“A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa ‘Deus conosco’.”
Há algo curioso nesse pequeno trecho de Mateus.
Pouco antes, o anjo havia dito a José:
“Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”
Jesus.
Emanuel.
“Você deverá dar-lhe o nome de Jesus.”
E a profecia diz:
“lhe chamarão Emanuel.”
De fato, o menino recebe o nome de Jesus.
É assim que Maria e José o chamam.
É assim que ele será conhecido.
Mas Mateus nos diz que nele se cumpre outra palavra:
Emanuel.
Deus conosco.
Talvez possamos ouvir os dois nomes juntos.
Jesus — o Senhor salva.
Emanuel — Deus conosco.
O Deus que salva: conosco.
“Você deverá dar-lhe o nome de Jesus.”
E o próprio nome já anunciava aquilo que aconteceria:
“porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”
O Nome e a obra aparecem juntos.
Jesus.
Ele salvará.
Mas Mateus ainda acrescenta:
Emanuel.
Deus conosco.
Talvez essa pequena palavra seja muito maior do que parece.
Conosco.
Porque Mateus começa seu Evangelho dizendo:
“Emanuel — Deus conosco.”
E quando chegamos às últimas palavras de Jesus no mesmo Evangelho, encontramos:
“E certamente estou com vocês sempre, até o fim dos tempos.”
O Evangelho começa:
Deus conosco.
E termina:
Eu estou com vocês.
Entre essas duas frases está praticamente toda a história que Mateus contou.
Jesus nasce.
Cresce.
É batizado.
O Espírito de Deus vem sobre ele.
Ele anuncia o Reino.
Cura.
Ensina.
Serve.
É rejeitado.
Morre.
Ressuscita.
E suas últimas palavras não são:
Eu estive com vocês.
São:
“Eu estou com vocês.”
Emanuel não parece ser apenas uma palavra colocada junto ao nascimento.
É como se ela envolvesse todo o Evangelho.
No princípio:
Deus conosco.
No final:
Eu estou com vocês.
Mas a história bíblica ainda continua.
Porque em João encontramos Jesus dizendo:
“Naquele dia vocês compreenderão que eu estou em meu Pai, vocês estão em mim, e eu estou em vocês.”
Agora não ouvimos apenas:
conosco.
Ouvimos:
em vocês.
E, na oração de Jesus:
“Eu neles e tu em mim.”
Depois vêm as cartas.
E Paulo escreve:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Talvez seja melhor simplesmente colocar essas expressões uma depois da outra e ouvi-las:
Emanuel.
Deus conosco.
Eu estou com vocês.
Eu em vocês.
Eu neles.
Cristo em vocês.
Há um movimento extraordinário aí.
Aquilo que estava escondido começa a ser manifestado.
O Deus que Isaías chamaria de:
“Deus que se esconde”
é anunciado por Mateus como:
Deus conosco.
E aquele que esteve conosco diz:
“eu estou em vocês.”
Depois Paulo anuncia como riqueza do mistério que estivera escondido durante épocas e gerações:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Talvez Emanuel seja ainda mais profundo quando lido assim.
Não apenas:
Deus veio visitar os homens.
Mas:
Deus conosco.
E a presença não termina quando Jesus deixa de ser visto caminhando pelas estradas da Galileia.
Suas últimas palavras em Mateus permanecem:
“Eu estou com vocês sempre.”
E João nos deixa ouvir ainda mais:
“Eu neles.”
Até que Paulo finalmente escreve:
“Cristo em vocês.”
E então acontece outra coisa que talvez tenhamos lido depressa demais.
Aquele Espírito que encontramos já nas primeiras linhas das Escrituras —
“o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”
— agora aparece novamente sobre um homem que acaba de sair das águas.
Jesus depois entra na sinagoga, recebe o livro do profeta Isaías e lê:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu…”
E depois de ler, diz:
“Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir.”
Cumpriu-se.
Aquilo que fora anunciado agora estava diante deles.
O homem chamado Jesus podia dizer:
“O Espírito do Senhor está sobre mim.”
E por isso:
“ele me ungiu.”
Ungido.
Messias.
Cristo.
Talvez seja importante guardar essa cena.
Jesus não apresenta suas obras como provenientes simplesmente dele mesmo.
Ele dirá:
“Nada faço por mim mesmo.”
E:
“O Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.”
Há uma obra de Deus acontecendo naquele homem e através dele.
O Espírito está sobre ele.
O Pai permanece nele.
E aquilo que estava oculto começa a tornar-se visível.
Mais tarde Jesus diria:
“Eu sou a luz do mundo.”
Aquela palavra “luz” volta a aparecer.
A Bíblia começou com luz.
João disse que a vida que estava na Palavra era a luz dos homens.
“Eu sou a luz do mundo.”
Mas alguma coisa extraordinária acontece.
Esse mesmo Jesus olha para aqueles que o seguem e diz:
“Vocês são a luz do mundo.”
Talvez devêssemos permanecer alguns instantes diante dessas duas frases.
Eu sou a luz do mundo.
Vocês são a luz do mundo.
Jesus não veio apenas para ser contemplado.
Ele disse:
“Siga-me.”
Jesus também foi chamado Filho.
No seu batismo, veio uma voz:
“Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.”
Pedro, diante de Jesus, faria uma declaração extraordinária:
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
E depois Paulo escreveria:
“Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”
E ainda:
“Aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”
Primogênito.
Uma palavra que aponta para outros.
Conformados à sua imagem.
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu.”
E mostrou em sua própria vida aquilo que significa um homem conduzido pelo Espírito de Deus.
Curiosamente, uma das expressões que Jesus mais utiliza para falar de si mesmo é:
Filho do Homem.
Então chegamos a outra declaração:
“Eu sou o caminho.”
Talvez durante muito tempo tenhamos lido essa frase apenas pensando em um destino.
Mas um caminho não é apenas uma porta de entrada.
Um caminho é para ser percorrido.
Jesus andou.
E disse:
“Siga-me.”
João posteriormente escreveria:
“Aquele que afirma que permanece nele deve andar como ele andou.”
Jesus não apenas falou sobre o caminho.
Jesus mostrou o caminho.
E talvez um dos momentos em que isso se torna mais evidente seja no Getsêmani:
“Não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres.”
Aqui encontramos um homem diante de seu próprio querer e da vontade do Pai.
E ele se entrega.
Anos depois Paulo escreveria aos Gálatas:
“A carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, para que vocês não façam o que querem.”
Essa última expressão merece ser ouvida:
“para que vocês não façam o que querem.”
O caminho não parece ser a realização cada vez mais perfeita de nosso próprio querer.
Há outro querer sendo produzido.
Aos Filipenses, Paulo escreve:
“Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.”
A carta aos Hebreus diz:
“A palavra de Deus é viva e eficaz.”
Discerne os pensamentos e os propósitos do coração.
Ela chega onde nossas próprias mãos não conseguem chegar.
Ela alcança aquilo que nem nós compreendemos completamente em nós mesmos.
Pensamentos.
Propósitos.
Coração.
Querer.
E diante dela aquilo que estava escondido começa a aparecer.
Então Paulo escreve aos Colossenses algo igualmente extraordinário:
“Nele vocês também foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas…”
Não por mãos.
Não somos nós realizando a operação.
E Paulo explica:
“…mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne.”
Talvez possamos ouvir Hebreus e Colossenses juntos.
E em Cristo acontece uma circuncisão não feita por mãos.
Mas para que apareça aquilo que Deus está formando.
Paulo escreve aos Gálatas como uma mãe sofrendo dores de parto:
“Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por causa de vocês, até que Cristo seja formado em vocês.”
Até que vocês frequentem corretamente as reuniões.
Até que vocês consigam explicar tudo aquilo que ensinei.
Ele diz:
“Até que Cristo seja formado em vocês.”
Algo está sendo formado.
Aos Filipenses, a mesma mensagem aparece de outra maneira:
“Deus é quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar.”
Aos Efésios:
“até que todos alcancemos […] a medida da plenitude de Cristo.”
Aos Colossenses:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Mas quando as lemos continuamente e depois as colocamos juntas, começamos a ouvir uma mesma mensagem atravessando todas elas:
Cristo em vocês.
Cristo formado em vocês.
Deus operando em vocês.
Até a plenitude de Cristo.
É como se Paulo estivesse se esforçando para revelar, de diferentes maneiras, algo tão grande que uma única maneira de dizer não fosse suficiente.
E Paulo chama isso de mistério.
Ele diz que recebeu de Deus a responsabilidade de apresentar plenamente a Palavra de Deus:
“o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado aos seus santos.”
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Pouco depois ele vai ainda mais longe.
Fala do:
“mistério de Deus, a saber, Cristo.”
Cristo é o mistério.
Talvez agora possamos compreender melhor uma palavra que vem aparecendo repetidamente:
escondido.
Isaías fez uma declaração extraordinária:
“Verdadeiramente, tu és Deus que te escondes, ó Deus de Israel, o Salvador.”
Um Deus que se esconde.
Mas não um Deus que se esconde para nunca ser encontrado.
Porque por meio de Jeremias ele diz:
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.”
E acrescenta:
“Serei achado de vós.”
Busquem.
Jesus repetiria:
“Busquem, e encontrarão.”
E ainda:
“Quem busca encontra.”
Talvez exista aqui um princípio que atravessa toda a história que estamos acompanhando.
O que está escondido precisa ser procurado.
Não porque Deus queira impedir que o encontremos.
Mas porque há coisas que somente aparecem para aquele que busca.
Jeremias não diz apenas:
Vocês me acharão.
Diz:
“quando me buscarem de todo o coração.”
Há movimento em direção àquilo que ainda não vemos.
E então:
“Serei achado de vocês.”
Agora algumas passagens que pareciam separadas começam a se aproximar.
Isaías diz:
Deus se esconde.
Jeremias:
Vocês me buscarão e me acharão.
Jesus:
Quem busca encontra.
Jesus também conta sobre:
um tesouro escondido num campo.
Paulo fala:
do mistério que esteve escondido durante épocas e gerações.
Depois diz que em Cristo estão:
“escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.”
E finalmente:
“A vida de vocês está escondida com Cristo em Deus.”
Quantas vezes aparece a mesma ideia?
Deus escondido.
Mistério escondido.
Tesouro escondido.
Tesouros escondidos em Cristo.
Nossa vida escondida com Cristo em Deus.
Talvez o escondido não seja aquilo que Deus decidiu negar ao homem.
Talvez o escondido seja aquilo que nos chama a buscar.
Porque:
quem busca encontra.
Jesus disse:
“O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo.”
O homem passa pelo campo.
O tesouro está lá.
Talvez outras pessoas tenham passado pelo mesmo lugar.
Talvez tenham caminhado sobre aquela terra sem saber o que havia debaixo de seus pés.
Mas um homem encontra.
E aqui existe uma diferença enorme entre criar e encontrar.
Ele não criou o tesouro.
Ele não produziu o tesouro.
Ele não decidiu que alguma coisa comum seria um tesouro.
O tesouro já existia.
Estava apenas escondido.
Quando ele o encontra, o tesouro não muda.
Quem muda é o homem.
De repente, tudo aquilo que antes possuía passa a ser medido à luz daquilo que encontrou.
E Jesus diz que ele, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo.
Cheio de alegria.
Essa talvez seja uma das partes mais bonitas da pequena parábola.
Ele não vende tudo entristecido porque foi obrigado a perder.
Ele vende cheio de alegria, porque encontrou algo cujo valor tornou pequeno tudo aquilo que antes parecia tão importante.
A renúncia vem depois da descoberta.
Primeiro ele encontra o tesouro.
Depois, cheio de alegria, tudo o mais pode ser deixado.
Por quê?
Porque encontrou.
Isso talvez nos ajude a compreender uma frase de Paulo:
“Considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.”
Paulo encontrou alguma coisa.
E depois de encontrar, aquilo que antes parecia ganho tornou-se perda.
Não porque todas as coisas tenham perdido necessariamente seu valor.
Mas porque ele encontrou algo de valor incomparavelmente maior.
E Paulo nos diz onde estão os tesouros:
“Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.”
E há outra expressão de Paulo que talvez possamos colocar ao lado dessa:
“Deus nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.”
Talvez seja melhor ouvir as duas frases juntas:
Todas as bênçãos espirituais — em Cristo.
Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento — em Cristo.
O tesouro não começa a existir quando o encontramos.
Ele já está lá.
Talvez isso seja também uma indicação de onde procurar.
Se o tesouro está escondido em Cristo, é em Cristo que devemos buscá-lo.
E isso significa que encontrar Cristo talvez não seja o término da procura.
Pode ser exatamente o contrário.
Encontrar Cristo pode ser descobrir onde começa a verdadeira busca.
Porque Paulo não diz:
Em Cristo estava escondido um tesouro que agora já conhecemos completamente.
Ele diz:
“Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.”
Talvez seja por isso que uma pessoa possa ler as mesmas palavras durante trinta anos e, em determinado dia, enxergar alguma coisa que sempre esteve ali.
A palavra não apareceu naquele dia.
Ela já estava lá.
O tesouro já estava no campo.
Mas naquele dia foi encontrado.
E então a busca chega a um lugar ainda mais inesperado.
Paulo diz:
“Vocês morreram.”
E continua:
“A vida de vocês está escondida com Cristo em Deus.”
Talvez seja melhor parar aqui e fazer a pergunta mais simples possível:
Onde está a nossa vida?
Leia novamente.
Onde está?
Escondida com Cristo em Deus.
Leia mais uma vez.
Nossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Talvez seja por isso que tantas vezes a procuramos e não a encontramos onde imaginávamos.
“escondida com Cristo em Deus.”
Então a pergunta muda.
Já não é apenas:
Onde está Deus?
Agora também é:
Onde está a minha vida?
E a resposta é surpreendente:
Escondida com Cristo em Deus.
Talvez por isso buscar a Deus e encontrar nossa verdadeira vida não sejam duas buscas independentes.
Nossa vida está escondida justamente:
com Cristo em Deus.
E a frase seguinte abre o mistério:
“Quando Cristo, que é a vida de vocês, for manifestado…”
Cristo…
que é a vida de vocês.
Cristo é a nossa vida.
Mas o movimento ainda não terminou.
Porque aquilo que está escondido um dia é manifestado.
O mistério esteve escondido:
e agora foi manifestado.
A Vida estava com o Pai:
e foi manifestada.
“Quando Cristo, que é a vida de vocês, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória.”
Escondido.
Buscado.
Encontrado.
Manifestado.
Talvez essas quatro palavras contem uma parte muito grande da história que estamos buscando compreender.
Escondido.
Não inexistente.
Buscado.
Porque ainda não vemos plenamente.
Encontrado.
Porque Deus promete:
“Serei achado de vocês.”
Manifestado.
Porque aquilo que Deus realiza escondido não permanecerá escondido para sempre.
Cristo está sendo formado em vocês.
No princípio Deus disse:
“Façamos o homem à nossa imagem.”
E Paulo chama Cristo de:
“a imagem do Deus invisível.”
Depois escreve que somos transformados nessa mesma imagem:
“de glória em glória.”
E em Romanos:
“conformes à imagem de seu Filho.”
A imagem que aparece no princípio reaparece em Cristo.
E depois aparece novamente na transformação do homem.
Talvez o propósito nunca tenha sido abandonado.
E aqui Paulo faz uma ligação extraordinária com o princípio.
Ele escreve aos Coríntios:
“Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nosso coração…”
Mas agora o lugar onde Deus faz a luz resplandecer é:
nosso coração.
No princípio:
trevas.
Espírito de Deus.
Palavra.
Luz.
Em Jesus:
Espírito sobre ele.
Ungido.
A Palavra manifestada.
“Eu sou a luz do mundo.”
E agora:
Deus resplandece em nosso coração.
Jesus havia dito:
“Vocês são a luz do mundo.”
E Efésios acrescenta uma palavra que parece reunir luz e despertar:
“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo resplandecerá sobre ti.”
Não diz:
desperta e produza a luz.
Diz:
desperta… e Cristo resplandecerá sobre ti.
Talvez não estejamos diante de histórias separadas.
Talvez estejamos acompanhando uma obra que vem desde o princípio.
E talvez seja significativo que a Bíblia, que começa falando de trevas e de luz, termine novamente falando de luz.
No princípio:
“Havia trevas sobre a face do abismo.”
Então Deus disse:
“Haja luz.”
E no último capítulo do Apocalipse encontramos:
“Já não haverá noite.”
E mais:
“Não precisarão da luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará.”
A história que começou com:
trevas
caminha para:
já não haverá noite.
Entre uma coisa e outra, João nos disse:
“Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens.”
Jesus declarou:
“Eu sou a luz do mundo.”
Depois disse aos seus:
“Vocês são a luz do mundo.”
E Paulo escreveu:
“Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nosso coração.”
E ouvimos ainda:
“Desperta, ó tu que dormes […] e Cristo resplandecerá sobre ti.”
Talvez possamos enxergar o arco inteiro:
Trevas.
Haja luz.
A Vida era a Luz.
Eu sou a Luz.
Vocês são a luz.
Deus brilhou em nosso coração.
Cristo resplandecerá sobre ti.
Já não haverá noite.
A luz que aparece nas primeiras páginas das Escrituras permanece até as últimas.
E no fim já não encontramos apenas uma luz rompendo as trevas.
Encontramos algo ainda maior:
as trevas não estão mais lá.
Mas há uma expressão de Jesus diante da qual talvez seja melhor parar.
Em determinado momento, falando com aqueles que não criam nele, Jesus disse:
“Se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados.”
Eu Sou.
Eu Sou.
E no mesmo capítulo, diante da pergunta sobre Abraão, torna a dizer:
“Antes de Abraão nascer, Eu Sou.”
É difícil ouvir essas palavras sem lembrar da pergunta feita muitos séculos antes por Moisés:
“Qual é o seu nome?”
E da resposta:
“EU SOU O QUE SOU.”
Mas talvez agora possamos fazer outra pergunta.
O que significa crer naquele que diz “Eu Sou”?
Seria apenas reconhecer quem ele é?
Seria apenas admitir que Jesus é o Cristo?
Seria apenas confessar que ele é o Filho do Deus vivo?
“Naquele dia vocês compreenderão que eu estou em meu Pai, vocês estão em mim, e eu estou em vocês.”
Eu no Pai.
Vocês em mim.
Eu em vocês.
E em sua oração:
“Eu neles e tu em mim.”
Talvez seja aqui que aquilo que vimos em Jesus comece a encontrar aquilo que Paulo anuncia nas cartas.
É relativamente fácil permanecer dizendo:
Jesus é o Cristo.
Jesus é o Filho de Deus.
Jesus é a luz do mundo.
Jesus recebeu o Espírito.
Jesus foi ungido.
Jesus viveu pelo Pai.
Tudo isso pode permanecer diante de nós como uma realidade maravilhosa, mas exterior.
A dificuldade começa quando continuamos lendo.
Porque as Escrituras não param em:
Ele é o Filho.
Elas dizem:
“Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”
Não param em:
O Espírito estava sobre ele.
Paulo diz:
“O Espírito de Deus habita em vocês.”
Não param em:
O Pai estava nele realizando suas obras.
Paulo escreve:
“Deus é quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar.”
Não param em:
Ele é a imagem do Deus invisível.
Paulo diz que somos:
transformados na mesma imagem, de glória em glória.
Não param em:
Cristo vive.
Paulo diz:
“Cristo vive em mim.”
Não param em:
Cristo é a vida.
Paulo escreve:
“Cristo, que é a vida de vocês.”
Não param em:
Cristo é o Filho.
Paulo fala de sermos conformados à imagem do Filho, para que ele seja:
“o primogênito entre muitos irmãos.”
E não param em:
Cristo é.
Chegam a:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Talvez seja essa uma das partes mais difíceis de crer.
Não é acreditar que nós, por nós mesmos, somos Cristo.
Mas acreditar naquilo que as próprias Escrituras dizem que Deus está fazendo em nós.
Cristo em nós.
Paulo encontrou uma imagem muito simples para isso:
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro.”
Eu sou o Cristo.
Paulo nos oferece uma expressão muito mais profunda:
Cristo vive em mim.
O homem continua homem.
O vaso continua vaso.
Mas já não podemos falar do vaso como se estivesse vazio.
Cristo em vocês.
Agora talvez possamos voltar ao princípio mais uma vez.
Havia trevas sobre a face do abismo.
O Espírito de Deus pairava sobre as águas.
Deus disse.
Houve luz.
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu.”
Depois:
“Eu sou a luz do mundo.”
Mas então ele diz aos seus discípulos:
“Vocês são a luz do mundo.”
Como isso pode acontecer?
Paulo parece responder:
“Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nosso coração.”
A conexão é extraordinária.
O Deus que fez a luz resplandecer das trevas no princípio é aquele que faz a luz resplandecer dentro do homem.
Não somos nós produzindo a luz.
Deus resplandece.
“até que Cristo seja formado em vocês.”
Não somos nós produzindo, sozinhos, um querer melhor.
“Deus é quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar.”
Não somos nós nos transformando por nossa própria força.
“Somos transformados […] na sua imagem, com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.”
Talvez este seja o caminho que vimos primeiro em Jesus:
“Nada faço por mim mesmo.”
“O Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.”
E depois ouvimos:
“Eu neles.”
Foi lendo continuamente Gálatas, Efésios, Filipenses e Colossenses que algo começou a ficar muito claro.
Durante muito tempo podemos imaginar que sejam mensagens diferentes.
Mas quando retiramos as interrupções e lemos as cartas como cartas, e depois colocamos uma ao lado da outra, uma mesma mensagem começa a aparecer.
Em Gálatas:
“Até que Cristo seja formado em vocês.”
Em Efésios:
“Até que todos alcancemos […] a medida da plenitude de Cristo.”
Em Filipenses:
“Deus é quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar.”
Em Colossenses:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Não são frases iguais.
São maneiras diferentes de revelar uma realidade que parece atravessar todas elas.
em Cristo.
Cristo em vocês.
Cristo formado em vocês.
Cristo vivendo em vocês.
Cristo como a vida de vocês.
Talvez Paulo esteja procurando revelar algo.
E Paulo ainda não terminou.
Ele diz que, quando Cristo for manifestado:
“vocês também serão manifestados com ele em glória.”
Agora podemos lembrar outra vez:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
E outra vez:
“somos transformados […] na sua própria imagem, de glória em glória.”
A palavra glória vai aparecendo no caminho.
João disse:
“Vimos a sua glória.”
Paulo diz:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
E:
“de glória em glória.”
Até que:
“vocês também serão manifestados com ele em glória.”
Aquilo que foi visto em Jesus aponta para alguma coisa que Deus está realizando em seus filhos.
Pedro olhou para Jesus e disse:
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
Jesus reconheceu naquela declaração algo que não viera simplesmente da carne e do sangue.
Mas as cartas nos fazem ouvir outra coisa:
“Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”
E:
“O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus.”
Talvez seja fácil acreditar que ele é o Filho do Deus vivo.
Mais difícil pode ser receber aquilo que as Escrituras dizem sobre aquilo que Deus está realizando em nós:
filhos de Deus.
eu por mim mesmo.
O centro é:
Cristo em mim.
Por isso a declaração de Jesus ganha uma dimensão ainda maior:
“Eu sou o caminho.”
Olhem para mim.
Disse:
“Siga-me.”
E João escreveu:
“Aquele que afirma que permanece nele deve andar como ele andou.”
Paulo parece continuar:
“Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.”
E:
“Assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele.”
O caminho continua.
Paulo descreve esse mesmo caminho de uma maneira extraordinária.
E morte de cruz.
Então acontece uma mudança na direção do texto:
“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição…”
Não é Jesus exaltando a si mesmo.
Deus o exaltou.
E Paulo continua:
“e lhe deu o nome que está acima de todo nome.”
Outra vez:
o Nome é dado.
Antes do nascimento, o anjo havia dito:
“Você deverá dar-lhe o nome de Jesus.”
Agora, depois da obediência, da cruz e da exaltação, Paulo escreve que Deus:
“lhe deu o nome que está acima de todo nome.”
E então o alcance se torna imenso:
“para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra…”
Céus.
Terra.
Debaixo da terra.
Toda a criação.
E:
“toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.”
Talvez agora possamos ouvir todo o caminho do Nome.
O menino recebe o nome:
Jesus.
O nome já anuncia:
ele salvará.
Mateus acrescenta:
Emanuel — Deus conosco.
Então o Nome que ouvimos junto ao nascimento aparece novamente:
Jesus.
Mas agora:
todo joelho se dobra.
E toda língua confessa:
Jesus Cristo é Senhor.
“para a glória de Deus Pai.”
O Nome perguntado.
O Nome revelado.
O Nome dado.
O Nome vivido.
O Nome exaltado.
O Nome confessado.
E agora podemos voltar ao Nome.
Jesus.
O mistério esteve escondido durante épocas e gerações.
E, segundo aquela antiga maneira de contar a história bíblica, quase quatro mil anos se passaram.
Até que nasceu uma criança.
E Deus determinou seu nome:
Jesus.
Nele, aquilo que estava escondido tornou-se visível.
“Siga-me.”
Então voltamos ao lugar de onde começamos.
Moisés perguntou:
“Qual é o seu nome?”
E Deus respondeu:
“EU SOU O QUE SOU.”
Antes que ele nascesse, seu nome já havia sido determinado:
Jesus.
O Cristo.
O Filho do Deus vivo.
O Filho do Homem.
Emanuel.
Jesus.
E aquele homem disse:
“Eu Sou.”
“Eu sou a luz do mundo.”
“Eu sou o caminho.”
Mas ele também disse:
“Vocês são a luz do mundo.”
“Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês.”
“Naquele dia vocês compreenderão que eu estou em meu Pai, vocês estão em mim, e eu estou em vocês.”
E finalmente:
“Eu neles e tu em mim.”
Então vieram as cartas.
E Paulo escreveu:
Cristo vive em mim.
Cristo em vocês.
Cristo formado em vocês.
Cristo habite no coração de vocês.
Até a medida da plenitude de Cristo.
Cristo, que é a vida de vocês.
Talvez agora possamos compreender por que Paulo chamou isso de:
mistério.
O mistério esteve escondido durante épocas e gerações.
Mas foi manifestado.
E Paulo quis tornar conhecida:
“a gloriosa riqueza deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Talvez tenhamos procurado durante muito tempo compreender quem é Jesus.
Eu Sou?
Mas talvez, depois de fazer todas essas perguntas, reste ainda uma que não podemos evitar:
O que Deus pretende realizar em nós?
E as cartas respondem.
Não com uma única frase.
Talvez porque uma única frase não fosse suficiente.
Cristo em vocês.
Cristo formado em vocês.
Cristo vive em mim.
Deus efetuando em vocês o querer e o realizar.
Transformados na mesma imagem.
De glória em glória.
Cristo, que é a vida de vocês.
E então talvez possamos voltar mais uma vez ao princípio.
“Haja luz.”
E houve luz.
Muitos séculos depois, Paulo olha para aquilo que Deus está fazendo dentro do homem e encontra a mesma imagem:
“Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nosso coração.”
Aquele que fez resplandecer a luz no princípio continua fazendo resplandecer a luz.
Agora:
em nosso coração.
E ainda ouvimos:
“Desperta, ó tu que dormes […] e Cristo resplandecerá sobre ti.”
E no final das Escrituras:
“Já não haverá noite.”
Cristo sendo formado no homem.
Não nossa vida tentando imitar uma vida que ficou dois mil anos no passado.
Mas:
“Cristo, que é a vida de vocês.”
Não apenas contemplar a Luz.
Mas ouvir daquele que é a Luz:
“Vocês são a luz do mundo.”
Não apenas confessar que ele é o Filho do Deus vivo.
Mas receber o testemunho do Espírito:
somos filhos de Deus.
“Eu neles e tu em mim.”
Jesus.
O Deus que se esconde deixou-se encontrar.
O mistério que esteve escondido durante épocas e gerações foi manifestado.
O tesouro estava escondido.
E foi encontrado.
Cheio de alegria.
Nossa vida continua escondida:
com Cristo em Deus.
E aquele que prometeu:
“Vocês me buscarão e me acharão”
continua sendo encontrado por aqueles que o buscam.
Porque:
quem busca encontra.
E no coração de tudo aquilo que estava escondido, buscado, encontrado e manifestado permanece o mistério anunciado por Paulo:
Cristo em vocês, a esperança da glória.
Jesus, o Nome
Uma leitura simples das Escrituras
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Nota ao leitor
Este texto é fruto de leitura, reflexão e conversa. Não pretendo encerrar o assunto nem apresentar estas conclusões como definitivas.
Sugestões, críticas, correções e outras possibilidades de leitura são bem-vindas. Se houver algum equívoco, agradeço que seja apontado, para que eu possa examiná-lo e, quando necessário, corrigi-lo.
Não faço questão de estar correto. Faço questão de continuar procurando.
7 Comments
Boa tarde. Que texto longo e bem explicado. Parabéns pela riqueza de detalhes. Forte abraço querido irmão Airton Humber.
Estudo maravilhoso
Texto completo e com clareza da verdade. Amei, uma mensagem poderosa sobre nosso Senhor Jesus
Como sempre a palavra de Deus por ti ecoada, é linda e verdadeira, parabéns amigo 👏🏻💙🙏🏻
Seus textos são sempre preciosos e de uma profundidade imensurável. Gratidão por ser vaso de condução de tanta sabedoria. Graça e paz 🕊️
Um texto mais extenso, mas muito bem construído, didático, Cristo vive em mim.
Jesus, veio para nós ensinar o caminho Jesus é o caminho para que Cristo se revele a nós. Portanto ainda estamos escondidos em Cristo.
Somos como um carvão sendo lapidados para nós tornar um diamante com Cristo