De Gênesis a Apocalipse, encontramos muitas histórias, personagens, acontecimentos, ensinamentos e profecias. Assuntos aparentemente diferentes, mas conectados por uma única e mesma mensagem: Deus habitando com o ser humano.
Jesus anunciou o Reino de Deus. Os evangelistas narraram sua vida e seus ensinamentos. Paulo escreveu longas cartas às igrejas, abordando inúmeros assuntos, mas revelando o mistério que estivera oculto durante séculos e gerações:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
A Palavra que trouxe luz às trevas, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, agora se revela no mistério de Cristo em nós.
Jesus disse que a semente é a Palavra de Deus. O semeador semeia, a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. Paulo plantou, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento.
Tiago fala da Palavra implantada em nós, poderosa para nos salvar. E, por meio de Isaías, Deus declara que sua Palavra não voltará vazia, mas cumprirá o propósito para o qual foi enviada.
A semente é lançada, a Palavra é acolhida e Deus dá o crescimento.
A nova aliança anuncia que Deus escreveria sua lei em nossa mente e em nosso coração. Jesus prometeu que o Espírito da verdade nos guiaria à verdade. E declarou que a vida eterna é conhecer o Pai e a Jesus Cristo, a quem ele enviou.
Todos serão ensinados por Deus.
Ao longo dos séculos, desenvolvemos métodos de pregação, dividimos as Escrituras em capítulos, versículos e assuntos. Recursos preciosos para estudar, mas que também podem nos fazer perder de vista a unidade da mensagem.
O próprio Sermão da Montanha percorre muitos assuntos, mas Jesus o conclui falando daqueles que ouvem suas palavras e as praticam.
Padre Antônio Vieira dizia que, para falar ao coração, são necessárias obras.
E Paulo resume:
“A fé atua pelo amor.”
Talvez a grande questão da pregação não seja quantos assuntos abordamos, quanto tempo falamos ou quantas histórias contamos.
Mas se estamos anunciando a essência do evangelho.
Cristo em nós, a esperança da glória.
Até que Cristo seja formado em nós.