Talvez possamos começar com uma percepção muito simples:
Cristo — aquele que, no princípio da criação, já estava com Deus e era Deus.
Jesus — o homem nascido de mulher.
Cerca de trinta anos depois, Jesus, cheio do Espírito Santo, é o Ungido de Deus: Cristo Jesus.
Depois da morte e da ressurreição, este Jesus é exaltado por Deus, feito Senhor e Cristo: Jesus Cristo.
Não como uma fórmula capaz de explicar todas as ocorrências dessas palavras, mas como uma possibilidade de ouvir com mais atenção aquilo que está escrito.
João começa antes do nascimento de Jesus:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
Paulo também fala daquele que é antes de todas as coisas, em quem todas as coisas foram criadas e no qual tudo subsiste.
É nesse horizonte que começamos nossa reflexão sobre Cristo: antes de Belém, antes do homem nascido de mulher.
Então acontece algo extraordinário:
“O Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
Paulo diz que Deus enviou seu Filho, “nascido de mulher”.
Jesus nasce, cresce, aprende, é tentado, sofre e obedece.
Lucas chega a dizer:
“Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.”
Estamos diante de um homem verdadeiro.
Jesus.
No Jordão acontece algo que merece nossa atenção.
O Espírito Santo desce sobre Jesus.
Logo depois, Lucas registra:
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão…”
E, na sinagoga, o próprio Jesus lê:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu.”
Ungiu.
Cristo significa Ungido.
Isso pode nos ajudar a ouvir de maneira nova a expressão Cristo Jesus:
Jesus cheio do Espírito Santo, o Ungido de Deus.
Não precisamos transformar isso numa regra para todas as ocorrências. Podemos simplesmente guardar a distinção e continuar ouvindo.
Depois vêm a cruz, a morte e a ressurreição.
Pedro faz uma afirmação impressionante:
“Deus fez deste Jesus, a quem vocês crucificaram, Senhor e Cristo.”
Deste Jesus.
E Paulo descreve a continuidade:
“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome…”
Até que toda língua confesse:
“Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.”
Jesus Cristo.
O homem Jesus ressuscitado e exaltado por Deus, feito Senhor e Cristo.
E então podemos ouvir novamente as palavras de Jesus:
“Eu sou o caminho.”
Ele não apenas fala sobre o caminho.
Ele mostra o caminho.
Por isso também diz:
“Negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
Não apenas contemple a minha cruz.
Tome a sua cruz e siga-me.
E Paulo mostra que esse caminho não termina na contemplação de Jesus Cristo exaltado.
Ele continua em nós:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
E ainda:
“Até que Cristo seja formado em vocês.”
Até podermos dizer:
“Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”
E assim começa a aparecer diante de nós um caminho:
Cristo.
Jesus.
Cristo Jesus.
Jesus Cristo.
Cristo em vocês.
E tudo retorna ao lugar para o qual Jesus sempre apontou:
“para a glória de Deus Pai.”
João 1:1,14
Colossenses 1:15-17
Gálatas 4:4
Lucas 2:52
Lucas 3:21-22
Lucas 4:1,14,18
Atos 2:36
Filipenses 2:9-11
João 14:6
Lucas 9:23-24
Colossenses 1:27
Gálatas 4:19
Gálatas 2:20
3 Comments
Cristo em nós é o maior mistério que poderia haver. Somos a imagem do Filho, amados do Pai por um milagre! O verbo se fez carne para que nós, carne, tivéssemos esse privilégio de ser verbo! O desafio é nos despojar todos os dias do coração enganoso e do velho homem que continua querendo aparecer! “Portanto vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”. Ef 4:22
“No princípio era o Verbo”
Expressão extremamente difícil de entender.
“NASCIDO DE MULHER SE FEZ CARNE”
Quem presenciou o diálogo de um ser extra terrestre com Maria?
Maria, certamente, não seria imprudente de contar isso a alguém.
Sem um homem Jesus teria nascido de uma inseminação artificial, de um gameta extra terrestre também?
“JESUS FOI UNGIDO PELO ESPÍRITO SANTO NO JORDÃO”
Essa unção, até então inédita, se repete com os apóstolos um pouco antes de Jesus ser arrebatado “por uma nave” e retornar para a sede do seu reino.
Segundo Paulo podemos ser transformados em Cristos também. Quem faria descer sobre nós essa chama?
Até o dia de hoje, após 2.000 anos, ninguém teria recebido esse privilégio.
Sem a reencarnação teria sido melhor termos morrido enquanto crianças, sem termos tido a oportunidade de pecar.
“JESUS DISSE A RESPEITO DAS CRIANÇAS: SEJAM COMO ELAS POIS DELAS É O REINO DOS CÉUS. ”
Para a grande maioria das almas, terem se tornado adultas foi a causa de sua condenação ao grande lago de fogo. Serão ressussitados no último dia, julgados, condenados e zaaap pro inferno.
Parece uma grande sacanagem!
Quero, desesperadamente crer na oportunidade da reencarnação.
O Deus que eu creio seria mais justo e perdoador.
A sequência dos textos é muito esclarecedora para o entendimento da mensagem e aceitação da verdade que liberta o nosso espírito para viver o amor de Deus. A simples leitura já é elucidativa.
A dificuldade está em se livrar dos conceitos aprendidos e ficar a disposição da transformação, da conversão, da formação do Cristo em nós.