Talvez esta seja uma das perguntas mais simples e mais difíceis da vida.
Recentemente, conversando sobre um teste de personalidade que já foi realizado por milhares de pessoas,
percebi algo curioso.
Independentemente da idade, profissão ou história de vida, muitas pessoas reagiam de forma parecida ao receber o resultado:
“Essa sou eu.”
“Parece que alguém me conhece.”
“Me descreveu perfeitamente.”
Isso me fez pensar.
Como é curioso o ser humano.
Passamos boa parte da vida observando o mundo, tentando entender os outros, interpretando acontecimentos
e tomando decisões. Mas raramente paramos para observar a nós mesmos.
Talvez por isso o autoconhecimento desperte tanto interesse.
No fundo, todos queremos responder a uma pergunta simples:
Quem sou eu?
Mas essa pergunta é mais profunda do que parece.
Quando alguém pergunta quem somos, normalmente respondemos com aquilo que fazemos.
Sou engenheiro. Sou professor. Sou empresário. Sou pai. Sou mãe. Sou aposentado.
Mas nada disso responde realmente à pergunta.
São funções. São papéis. São fases da vida.
A pergunta continua lá:
Quem sou eu?
Outros tentam responder olhando para a personalidade.
Sou tímido. Sou extrovertido. Sou organizado. Sou criativo. Sou racional. Sou emocional.
Essas respostas avançam um pouco mais.
Mas ainda assim parecem insuficientes.
Porque as pessoas mudam. Amadurecem. Aprendem. Erram. Recomeçam.
Quem era o mesmo Pedro que negou Jesus e, depois, falou com ousadia diante de multidões?
Quem era o mesmo Paulo que perseguia a igreja e, depois, dedicou sua vida ao evangelho?
Quem era o mesmo João, chamado de “filho do trovão”, que mais tarde escreveria tanto sobre o amor?
Se eles mudaram, então sua identidade não estava presa apenas à personalidade.
Havia algo mais profundo acontecendo.
Talvez uma das afirmações mais profundas das Escrituras sobre identidade esteja nesta frase de João:
“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser.
Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.”1 João 3:2
João afirma duas coisas ao mesmo tempo.
Agora somos filhos de Deus.
Mas ainda não se manifestou o que havemos de ser.
Existe uma realidade presente e uma realidade em formação.
Talvez por isso seja tão difícil responder plenamente à pergunta:
Quem sou eu?
Porque a resposta não está apenas no passado.
Também não está apenas no presente.
Ela aponta para algo que ainda está sendo revelado.
Talvez por isso as Escrituras nos convidem repetidamente a olhar para dentro.
Não para alimentar o ego.
Não para construir uma imagem melhor de nós mesmos.
Mas para enxergar aquilo que ainda não vemos.
Muitas vezes, não vemos o que não vemos.
Temos filtros.
Temos medos.
Temos desejos.
Temos crenças que moldam a forma como interpretamos a realidade.
E quando começamos a perceber esses filtros, algo interessante acontece.
Descobrimos que não somos apenas aquilo que imaginávamos ser.
Mas existe uma pergunta ainda mais importante.
Não apenas:
Quem sou eu?
Mas:
O que Deus está formando em mim?
A Bíblia apresenta uma resposta surpreendente.
Ela não aponta apenas para uma mudança de comportamento.
Agora somos filhos de Deus,
mas ainda não se manifestou
o que havemos de ser.
Aponta para uma transformação interior.
“Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa,
até que Cristo seja formado em vocês.”Gálatas 4:19
A Bíblia revela que Cristo é o filho do Deus vivo.
E quem nasce de novo, nasce de Deus, através do Espírito Santo, é também filho do Deus vivo.
Talvez por isso Paulo ensina:
“Cristo em vocês, a esperança da glória.”
Colossenses 1:27
Talvez a maior descoberta não seja encontrar um perfil que nos descreva.
Talvez a maior descoberta seja perceber que fomos chamados a uma transformação muito maior
do que qualquer descrição de personalidade.
Os testes podem revelar tendências.
As experiências podem revelar limitações.
A vida pode revelar virtudes e fraquezas.
Mas Deus revela filhos.
Filhos que ainda estão crescendo.
Filhos que ainda estão amadurecendo.
Filhos nos quais Cristo está sendo formado.
Talvez a pergunta mais importante da vida não seja apenas:
“Quem sou eu?”
Mas:
“O que Deus está formando em mim?”
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Ele não responde completamente à pergunta “Quem sou eu?”, mas pode ajudar a enxergar algumas coisas
que talvez você ainda não tenha percebido.
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Observação: o teste tem finalidade informativa e reflexiva. Ele não substitui acompanhamento profissional
quando houver necessidade de avaliação psicológica ou emocional.