A Beleza da Consciência do Pecado

A Beleza da Consciência do Pecado

Homem olhando para fora por uma janela

Talvez uma das maiores tragédias da religião tenha sido transformar a consciência do pecado em acusação permanente.

Como se perceber o pecado fosse perceber apenas culpa, condenação e fracasso.

Mas olhando mais profundamente para a mensagem de Jesus, tudo começa a ganhar outro sentido.

Jesus parece deslocar o problema do comportamento para a fonte da vida.

“Sem mim nada podeis fazer.”

O problema humano não seria apenas moral.
Seria desconexão.

Como Adão ao se afastar da árvore da vida.

Por isso Jesus insiste tanto:

  • permaneçam em mim,
  • andem no Espírito,
  • quem crê tem vida,
  • eu sou a videira verdadeira.

E talvez uma das definições mais profundas dadas pelo próprio Jesus seja esta:
pecado é não crer nele.

Mas não crer em Jesus não parece ser apenas discordar intelectualmente de uma religião.

É não crer na Vida que ele revelou.
É não crer no Espírito Santo que ele enviou.
É não crer no Cristo sendo formado em nós pela ação do Espírito.

Porque há um só mediador entre Deus e os homens:
Cristo Jesus, homem.

O pecado, então, deixa de ser apenas “fazer coisas erradas”.
Passa a ser viver separado da Vida.


E talvez seja exatamente por isso que a consciência do pecado possa se tornar algo bonito.

Porque ela deixa de ser acusação e passa a ser revelação.

Como uma luz acesa dentro de nós.

Não para nos destruir, mas para nos mostrar que fomos feitos para algo maior.

A consciência do pecado passa a revelar a distância entre o ego humano e a Vida do Espírito.

Quando nos afastamos da Vida, o ego reassume o controle:
medo, ansiedade, vaidade, acusação, disputa e necessidade de domínio começam a florescer naturalmente.

E isso muda tudo.

O arrependimento deixa de ser humilhação religiosa.
Passa a ser retorno.

Volta para a Vida.
Volta para a comunhão.
Volta para Cristo.

“Cristo em vocês, esperança da glória.”

A glória não como poder exterior, mas como a manifestação da presença de Deus no ser humano comum.

E então tudo começa a se encaixar:

  • o fruto do Espírito,
  • a videira,
  • o novo nascimento,
  • a reconciliação,
  • o amor que tudo suporta,
  • a formação de Cristo em nós.

Não pela força.
Não pela violência.
Não pelo esforço do ego tentando ser santo.

Mas pela Vida do Espírito operando dentro do homem.


Talvez o evangelho seja justamente isso:
não o homem tentando alcançar Deus,
mas Deus formando Cristo no homem.

Artigo anterior:
Homem ajoelhado e luz dourada Se o Senhor quiser…

2 Comments

  1. Ilda Ferreira Humber Lahoud disse:

    Gostei muito da nossa conversa. É sempre muito revelador essa questão de Cristo ser formado em nós. Haja luz!!!!

  2. Nadir Humber disse:

    Maravilhoso! Obrigada!

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