Se o Senhor quiser…

Se o Senhor quiser…

Homem ajoelhado e luz dourada

Se o Senhor quiser…

Ganhar a Cristo é deixar de viver como senhor de si mesmo.


Vivemos em um mundo que nos ensina a controlar.
Controlar o tempo.
Controlar o futuro.
Controlar os resultados.
Controlar a própria vida.

Mas as Escrituras nos conduzem para outra direção.

“Ao invés disso, deveriam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.’”

Essa afirmação não é uma linguagem religiosa.
É consciência.

Tiago não diz apenas:
“Se o Senhor quiser, faremos…”

Antes disso, ele diz:
“Se o Senhor quiser, viveremos…”

O próprio fôlego já não pertence ao homem.

Isso confronta diretamente a ilusão silenciosa de autossuficiência que domina o mundo.
Porque o ser humano planeja como se controlasse o amanhã.
Mas não controla sequer o próximo instante.

E talvez seja exatamente por isso que exista tanta ansiedade.

O homem tenta sustentar um peso que nunca foi criado para carregar.

Quando compreendemos profundamente essa dependência, algo muda dentro de nós.
O orgulho perde força.
A necessidade de controle começa a diminuir.
E nasce uma espécie de descanso.

“Talvez a verdadeira maturidade espiritual não seja controlar mais, mas aprender a viver dizendo: ‘Se o Senhor quiser…’”

Mas o Novo Testamento vai ainda mais longe.

Paulo afirma:

“O Senhor é o Espírito.”

E também:

“Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.”

O centro da vida cristã deixa de ser apenas religião exterior.
Não é apenas frequentar reuniões.
Não é apenas conhecer versículos.
Não é apenas defender doutrinas.

A questão passa a ser:
O Espírito de Cristo habita em nós?

Porque sem o Espírito:

  • a fé vira teoria;
  • a oração vira ritual;
  • a Bíblia vira apenas letra;
  • a religião vira estrutura.

Mas com o Espírito, nasce vida.

Nasce direção.
Nasce sensibilidade.
Nasce transformação.
Nasce comunhão.

Talvez por isso Paulo tenha escrito algo tão forte:

“Considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.”

Depois de experimentar Cristo, tudo mudou de valor.

O poder perdeu brilho.
O prestígio perdeu brilho.
A autossuficiência perdeu brilho.
Até mesmo a religiosidade exterior perdeu brilho.

Porque “ganhar a Cristo” tornou-se maior.

Talvez seja exatamente isso que o Evangelho produz:

Não apenas pessoas tentando servir a Deus.
Mas pessoas sendo transformadas pela vida do Espírito.

Pessoas que começam a compreender, pouco a pouco, que:

  • o amanhã não lhes pertence;
  • a vida é um presente;
  • sem Cristo nada podem fazer;
  • e o maior tesouro que um ser humano pode encontrar é o próprio Cristo vivendo nele.

Talvez a verdadeira maturidade espiritual não seja controlar mais.

Mas aprender, finalmente, a viver dizendo:

“Se o Senhor quiser…”

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